Jamilleumanoites


Coisas

Nunca escrevi sobre coisas. Talvez porque coisas, particularmente para mim, sejam apenas coisas. Tocáveis ou intocáveis, abstratas, concretas, de suma ou mera importância, são coisas. Coisas são criadas, cada uma para uma função, tudo bem que a escova de dentes tenha sido feita para justamente para escovar os dentes, mas caso tu queira usar para limpar seus sapatos, ela apenas estará agindo em duas funções, mas não deixará de ser a coisa que é. Nunca falei de coisas porque coisas não mudam, não modificam, não transformam, não te dizem o que você deve ou não fazer, não te fazem sentir saudades, a menos que você seja materialista, enfim. Falar de coisas é supostamente fácil, elas já estão ali, materializadas, nomeadas e funcionais. Coisas não precisam ser moldadas, muito menos você precisa se adaptar, caso queira viver num ambiente comum para com ela, já pessoas sim. Não quero que digam que esse pensamento é certo ou errado, ou contradizer alguma ideia com algum fato. Aliás, não quero nada de leitor algum, apenas esclareço que num geral coisas são fáceis de lidar e por mais que tu use e abuse, elas jamais deixarão de ser coisas.



Escrito por Jami às 01h36
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Thay Balão!

Olá, novamente! Não quis me prender no post de antes em amigo algum porque não sou boa com resumos e raramente consigo atingir meu objetivo quando se trata de um amigo, ele sempre terá muito mais valor para mim, do que eu conseguirei expressar com as palavras. Mas como esse foi um pedido especial, farei um esforço pra esboçar um pouco do que eu sinto, ou penso.

A Thainan, mais conhecida como Thay, ou Thay Balão, pelo seu formato arredondado é uma menina do interior. A Campo Novense esbanja seu talento artístico por trás das lentes em sua cidade natal, fotografando as vaquinhas dos vizinhos. Thay Balão é uma menina cheia de cachaça e alguns amigos. Gosta de ir para a balada, desde quando não tinha idade para isso. Ela é bem legal. Fim.

Ok, deixando de lado a gozação e a redação de primeira série, vou ser séria, igual quando nasci.

Não consigo resumir ou descrever a pessoa que a Thay é em simples e meras palavras, ela vai muito mais do que 19mil caracteres disponíveis. O começo de tudo foi sem graça, ela era apenas mais uma colega de turma da facul que vinha do oeste. Fui conhecendo-a com o tempo e admirando-a também. Gosto da maneira que ela pensa, que age, que vê as coisas e gosto de simpatizar em vários quesito com ela. Sei que já decepcionei-a nem uma nem duas vezes, mas eu realmente tenho uma dificuldade em fazer as coisas direito e um dom para magoar quem gosto. Sempre. Escritora, fotógrafa, amiga, conselheira, não sei como definí-la na minha vida, talvez porque a mesma não possa ser descritível. Amizade de pouco menos de um ano, porém não menos intensa do que muitas de 5 ou 10 anos. Não gosto de descrever pessoas, é como seu eu minimizasse quem são, ou incluísse características que eu vejo, ou sinto, é como se eu estive rotulando, coisa que não tenho a intenção.

Não sei como prolongar, nem de um lado, nem do outro esse post, sei que sinto, o que sinto e gosto do jeito que é, bem guardado. Pra que dizer? É bem mais fácil dar uns tapas quando ela merecer e mandar essa vadia se foder. Independente das palavas que eu usar, o que eu sinto não muda, não pelo tempo que ela permita, que isso permaneça.

Não sei se devo agradecer, ou pedir desculpas por ter entrado na sua vida, mas obrigada você, coleguinha de turma, por estar presente nesse ano difícil da minha vida e por ter melhorado-o em muitos por cento. Obrigada pelas festas, pelas bebedeiras, pelos conselhos, pelas brigas. Obrigada por ser você em todos os momentos e não me desapontar.


Thay Balão ♥



Escrito por Jami às 16h10
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Adeus 2011! Feliz 2012!

Olá leitores, se é que vocês ainda estão por aí! Como passaram 2011? Bom, criarei uma linha do tempo rápida do meu. Até estive pensando em excluir esse blog e começar um novo em 2012, mas ainda não sei se isso é válido.

Janeiro eu estava triste porque não tinha passado no vestibular, mas estava feliz porque tinha alguém do meu lado (nojo). Fevereiro me mudei e comecei a morar sozinha em outra cidade, ainda tinha alguém (nojo). Março eu estava fazendo faculdade e tinha alguém (nojo). Abril eu tinha alguém (nojo). Maio não tive mais esse alguém (nojo), que bom, e fiz 19 anos. Junho estava curtindo adoidada a solteirisse, visitei a família no feriado e tudo corria bem. Julho  férias da faculdade. Comecei a trabalhar no supracitado. Agosto festando adoidada. Setembro festando adoidada faceira. Outubro minha felicidade iniciou, exatamente no dia 12. Novembro muito feliz por ter alguém (de verdade). Dezembro finalmente acabou um ano todo de vida nova, amigos novos, faculdade e amor novo.

Parafraseando: Janeiro: triste, decepcionada, ferrada. Fevereiro: feliz, ferrada. Março: feliz, ferrada. Abril: feliz, ferrada. Maio: felicidade completa. Junho: curtição. Julho: curtição. Agosto: curtição. Setembro: curtição. Outubro: paixão. Novembro: feliz feliz feliz feliz feliz, amor. Dezembro: amor amor amor amor, feliz.

Eu sei, eu sei que 2012 será muito muito o meu ano e torço por isso. Aproveito pra agradecer aqui, a todos os meus amigos, que nunca desistiram de mim, a minha melhor amiga que está morando longe fisicamente, mas perto do coração. Aos meus pais por serem os melhores do mundo. Aos novos amigos que eu fiz, muitos são muita coisa pra mim. Por ter me mostrado as coisas que não prestavam e eu ter tido consciência de exterminá-las. Por ter encontrado realmente um motivo de ser feliz. Que assim como pra mim, pra vocês, 2012 seja muito melhor do que 2011 e que vocês tenham por perto, aquilo que amam e que realmente faz bem.

Feliz dois mil e dose! Me empolguei com cachaça adoidado.

Feliz dois mil e doze! :)



Escrito por Jami às 13h52
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Dizem que quando estamos tristes é que as palavras se tornam belas aos olhos dos leitores, mas particularmente não tenho certeza disso. Antes de tudo, vamos a algumas definições. Dor: sensação mais ou menos aguda, mas que incomoda. Mal, padecimento, sofrimento. Decepção: desilusão, desapontamento, ilusão perdida. Sofrimento: ato ou efeito de sofrer, dor física, pena moral, paciência. Talvez as 3 definições supracitadas tenham causado impacto a primeira vista, mas não poderiam ser diferentes quando se tratam de sentimentos, estes vividos recentemente.

Nunca me falaram que era fácil lidar com sentimentos, porém nunca pensei que fosse tão difícil. Se a vida viesse com manual de instruções, certamente a página que se trata das dores, psicológicas, seria como os classificados em páginas amarelas de lista telefônica. Confesso que seria mais fácil nos entender com determinadas coisas e contudo, poderiamos reclamar se o ''produto'' assim designado, viesse com algum defeito de fábrica, ou então, não correspondesse as expectativas encontradas.

Não podemos mudar nosso passado, mas somos nós quem construímos nosso futuro. Se a vida não lhe fornece um manual de instruções, Foda-se, com seus erros e acertos você mesmo pode criar o seu próprio manual.



Escrito por Jami às 00h37
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Acho que nunca comecei um post com 'Olá', mas não será dessa vez que eu irei começar. Meus leitores até mereciam uma recepção calorosa, pois já são 11 meses sem postar texto algum, aliás nem sei se ainda existem leitores por aqui. Mas é que as coisas tomaram outro rumo na minha vida. Final do ano chegou arrasando com vestibulares, depois o egresso na ''universidade de verdade'', mudança, família, namoro, término, baladas, estudos, trabalhos tomaram conta dos meus dias e sugaram as 24 horas e mais um pouco se possível. Mas depois de alguns dias, com a saudade de escrever aqui com vocês batendo loucamente, ideias e inspirações circulando minha cabeça e creio que também, a inalação de um pouco de fumaça desse vulcão, mexeram com meu psicológico a ponto de eu sentar meus arredondamentos na cadeira e deixar fluir o que está lutando para sair. Ou quase tudo.

Ultimamente tenho observado muito as pessoas, de onde vem, para onde vão, o que fazem, para onde olham, como sorriem, porque estão ali, quais seus propósitos e coisas a mais que não necessitam ser comentadas, não nesse horário. Observo carros todos os dias no meu trajeto à faculdade, carros que vão e carros que vem. Imagino quem seriam aquelas pessoas do lado de dentro, para onde estariam indo, qual sua origem, seu nome, o que fazem. Vejo o carro se indo e penso: será que nunca mais irei vê-lo novamente? Confesso, é estranho, é curioso, mas só de pensar em não ver nunca mais, da uma dor no coração. Sim, é realmente bizarro. Chego a pensar em: e no dia que essa pessoa que estiver dentro desse carro morrer, quem assumirá o controle? O carro ainda pertencerá ao mesmo? Será que lembrarei daqui há alguns anos desse mesmo fato? Será? Será mesmo?

Poderia nomear esse post com: O retorno! Ou, As pessoas! Ou, O pensamento! Ou, A vida! Ou enfim, deixo apenas um pequeno recomeço, um trecho, linha, estrofe, uma generalização do que virá adiante! E dessa vez, sem pausas de 11 meses.



Escrito por Jami às 17h39
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