Você
É difícil eu escrever coisas decentes aqui, porém isso não quer dizer que eu escreva coisas fúteis. Eu escrevo sobre o que me faz bem, ou sobre o que me inspira, pelo menos em algum momento do meu dia, ou vida. Bizarro é eu dizer que encontrei alguém, porque estranho seria se eu não encontrasse. Mas quando falo em alguém, não é alguém, é Alguém. Alguém que me faz sorrir, Alguém que me faz bem, Alguém que me faz feliz, Alguém que eu não imaginava que fosse entrar na minha vida. Alguém. Bizarro é dizer: Não vou me apaixonar por esse Alguém e agora, me derreter apenas com seu olhar. Bizarro é falar de sentimentos, quando não sentimos. Os ignorantes acham brega. Os apaixonados acham lindo. E eu? Quem sou eu? Ou o que acho? Bizarro é eu não achar nada. Talvez por estar ocupada demais sentindo. ''Então você veio e me fez tão feliz, se eu abrir os olhos você jura não partir, preciso de você aqui!'' Bizarro é falar frases prontas. Ou então falar algo que todos já saibam ou já tenham dito. Mas pior que isso é não falar. Não expor. Expressão labial nunca foi o meu problema. Talvez o meu problema seja expressão corporal. Não ser boa com demonstrações é um dom. Um gelo as vezes cai bem, é preciso saber o que se tem, dar valor pro que se tem. Bizarro é eu fingir que não ligo, quando a dor remói por dentro. Fácil falar, difícil demonstrar, impossível explicar. É um mar de sentimentos, cabendo a si a onda morrer na praia. Bizarro é esse sentimento não caber no peito, extravasar, jorrar pra fora do corpo e não te atingir. Bizarro é ter muito pra falar e pouco pra dizer. Ninguém nunca disse que seria fácil. Ninguém nunca cedeu um manual. Ninguém nunca. Bizarro é tentar, sabendo do final. Bom ou ruim. O final sempre será um final. Mas quando jogamos na balança e tentamos igualar os momentos bons com os ruins. Teremos a resposta de porque um dia tentamos. Bizarro é eu falar e tentar te convencer com as palavras. Chulas, insignificantes, que não chegam a altura de um sentimento digno. Mas as vezes é preciso de alguma maneira reacender a chama. Bizarro é sentir borboletas no estômago ao te ver. E um frio na barriga de pensar em te perder. Bizarro é me ocupar com você. Bizarro é o amor. Complexo, estranho, esquisito. Amor que faz bem, amor que faz mal. Amor. Bizarro é eu tentar falar sobre amor quando se é mais simples e gostoso sentir. Deixamos as palavras para sábios e os sentimentos para apaixonados. Entreguei meu coração a ti, no momento em que eu senti, vivi, ouvi, percebi. Bizarro. Bizarro. Bizarro. Depois de tanto tempo, bizarro é ter você. Poupar-me-ei de falar mais. E perdoe-me pelos erros, aqui ou ali, estava ocupada demais sentindo.
Escrito por Jami às 00h06
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